Sabe aquele silêncio interior que traz respostas? Mesmo que por uma fração de segundo, sua mente abandona a obrigação das tarefas e o ruído dos pensamentos agitados para finalmente enxergar o quadro geral. É o momento em que sua intuição grita e você percebe que seus valores, apesar do caos ao redor, são os únicos que realmente determinam os resultados corretos.
Pois bem, a ciência finalmente deu um nome à parte da mente que proporciona essa clareza: Quociente Espiritual (QS).
Mas, para entender tudo isso, é preciso visualizar o cenário científico da década de 1990. Enquanto o mundo ainda tentava dominar o QE (Inteligência Emocional), a física e filósofa Dra. Danah Zohar, trabalhava com neurocientistas para entender e provar que o cérebro possui uma base biológica para a espiritualidade.
Quebrando a dualidade entre a razão e emoção, apresenta uma parte do cérebro que permite sermos criativos, visionários e, acima de tudo, éticos em um cenário que muitas vezes não prioriza a essência. Assim, absolutamente tudo o que influencia a nossa inteligência passa, obrigatoriamente, pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.
A inteligência humana amplia seu território restrito à lógica matemática ou ao controle das emoções para uma terceira via, referendando a necessidade do sentido, propósito e valor naquilo que executamos.
A descoberta do chamado “Ponto de Deus” foi o grande divisor de águas nesse campo.
Identificado através de pesquisas com tomografia por emissão de pósitrons (PET), observou-se que áreas específicas dos lobos temporais apresentam atividade intensa durante conexão com o invisível e experiências de transcendência, marcando um momento de clareza absoluta que vai além do óbvio.
Segundo a definição da dra. Zohar essa inteligência espiritual “coloca nossos atos e experiências em um contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais afetivos”.
Ter um alto teor de QS implica ser capaz de usar o espiritual para desenhar uma vida mais próxima dos seus desejos reais e da abundância. Diferente do QI, o QS amplia os seus horizontes e torna você mais criativa, impulsionando-a a novos desafios e garantindo a motivação. Pode-se dizer que essa estrutura “almática” torna mais leve o peso das grandes decisões.
O desafio consiste em direcionar a própria vida, sem uma conexão palpável, já que a inteligência espiritual exige prática e o compromisso de acreditar no invisível. É justamente aqui que a maioria das pessoas desiste de exercitar a percepção sobre o que não se vê.
Com essa descoberta, o sucesso não depende apenas de competência técnica. Se você ativa essa inteligência e desenvolve um QS elevado, ganha uma resiliência que a inteligência emocional sozinha não consegue entregar. Ao elevar seu quociente espiritual, você para de apenas reagir às pressões e passa a reformular sua realidade com autoridade.
Segundo a Dra. Zohar, isso transforma 10 qualidades fundamentais: a capacidade de ser flexível; um alto nível de autoconhecimento; a capacidade de enfrentar e usar o sofrimento; a qualidade de ser inspirado por visões e valores; a relutância em causar danos desnecessários; a tendência de ver conexões entre coisas diversas; a facilidade de questionamentos; a faculdade de trabalhar contra as convenções; a humildade e a capacidade de transcender a dor.
Como você tem praticado sua conexão com o que não se vê na sua rotina hoje?
ㅤ”A inteligência espiritual é a inteligência que usamos para resolver problemas de sentido e valor, a inteligência com a qual podemos colocar nossas ações e nossas vidas em um contexto mais amplo, mais rico e gerador de sentido.”
Danah Zohar
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