|Sem Combate|

Guardar pensamentos negativos cria um ciclo vicioso capaz de gerar irritabilidade, uma reação orgânica comum e incômoda que apenas altera o humor em algumas situações, como por exemplo, quando você está atrasada e encontra o pneu do carro furado. Entretanto, ao se tornar excessiva, passa a ser um transtorno de causas emocionais com consequências prejudiciais à saúde física e mental.

A irritabilidade é uma doença ocasionada por estímulos que alteram o comportamento, gerando atitudes desagradáveis e incompreensivas a maioria das pessoas, uma vez que é causada por algo subjetivo e pessoal. A pessoa irritada perde o controle dos impulsos e dos sentimentos, seguindo da comunicação ríspida até o surto emocional, prejudicando a si e a todos que estão a sua volta.  

Quando constante, altera o funcionamento do organismo, deixando-o mais suscetível a desenvolver distúrbios como taquicardia, elevação da pressão sanguínea, dores de cabeça, febre, sudorese, calafrios, tremores, vertigens e até contrações musculares além de cansaço e estafa.

A pessoa passa a ser indesejada ou classificada como chata e mal humorada. Outras vezes, agressiva, nervosa ou raivosa, o que dificulta o raciocínio lógico e causa comportamentos rudes, evoluindo até o uso da força física. Fica conhecida como intolerante e impaciente, aquela que sai do sério por motivos bobos.

Tudo isso interfere nos relacionamentos pessoais, no desempenho profissional e até nas atividades sociais. E as consequências não param por aí.

Surgem pensamentos negativos, em um ciclo vicioso, levanto a surtos emocionais, até o total descontrole com reações exageradas e atitudes extremistas.

Não é fácil compreender, uma vez que os estímulos variam de pessoa para pessoa, alterando a intensidade e a duração do fato. Já a personalidade, o autocontrole, as experiências e a maturidade podem também interferir na reação.

Problemas na tireoide, infecções constantes, Alzheimer, epilepsia, AVC, anemia por ausência de ferro e até hipoglicemia são alguns dos fatores físicos considerados estímulos provocados pelo organismo, assim como distúrbios do sono, depressão, déficit de atenção, hiperatividade, estresse pós-traumático e distimia estão entre algumas das questões emocionais que levam a irritabilidade.

Como tratar? O diagnóstico clínico é fundamental, com o objetivo de encontrar o agente causador. Esta doença requer cuidados específicos e avaliação constante, além de uma mudança de rotina até estabelecendo uma maneira confortável para se acalmar ao reconhecer os sinais que antecedem os surtos.

Em muitos casos, a terapia com Florais auxiliam no tratamento. Outras recomendações são práticas de meditação, respiração controlada,  yoga e atividades físicas que auxiliem a desacelerar e buscar um equilíbrio mental e emocional.

Sem dúvida, o autoconhecimento melhora a irritabilidade excessiva promovendo o autocontrole.

Tenha consciência dos sinais que alertam o aumento de suas emoções, geram raiva e irritação. Evite o combate. Você merece a cura.

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